quarta-feira, 24 de julho de 2013

PAPA FRANCISCO NO RIO, DIA 22/07/2013. VEJA SEU DISCURSO QUE NOS IMPRESSIONOU.

22/07/2013 19h35 - Atualizado em 22/07/2013 19h39

Veja íntegra do discurso do Papa Francisco no 1º dia de visita ao Brasil

Papa foi recebido pela presidente Dilma Rousseff no Aeroporto do Galeão.
Milhares acompanharam trajeto do papamóvel no Centro do Rio de Janeiro.

Do G1 Rio
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Vim para a JMJ para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo atraídos pelos braços abertos pelo Cristo Redentor. Estes jovens provêm de diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade."
Papa Francisco
O Papa Francisco chegou ao Brasil às 15h43 desta segunda-feira (22) para presidir a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e saudou os jovens em seu primeiro discurso, no Rio de Janeiro. "Cristo bota fé nos jovens", afirmou o pontífice argentino, que faz sua primeira viagem internacional desde que foi escolhido sucessor de Bento XVI. O Papa fica no país até domingo (28) e ainda visitará a cidade de Aparecida (SP), nesta quarta.
Leia a íntegra do discurso a seguir:
"Senhora Presidenta, Ilustres Autoridades, Irmãos e amigos!
Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.
Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta.
Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
Saúdo com deferência a senhora presidenta e os ilustres membros do seu governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o senhor governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na sede do governo, e o senhor prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao governo brasileiro, as demais autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.
Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas igrejas particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.
O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: "Ide e fazei discípulos entre todas as nações".
Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.
Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.
Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.
Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.
A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.
Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!"

segunda-feira, 8 de julho de 2013

PARA ONDE VÃO NOSSOS IMPOSTOS - trabalhamos cinco meses do ano só para pagá-los! Em vez de servir-nos, vão para os bolsões dos ricos, através de empréstimos favorecidos a empresas grandes. CBN - Miriam Leitão - 8/7/2013

BNDES: muitas transferências do Tesouro, mas patrimônio em queda

O patrimônio do BNDES recuou 38% entre março de 2011 e março de 2013, segundo levantamento feito pelo Ibre/FGV para o "O Estado de S.Paulo". No mesmo período, o dos cinco maiores bancos públicos e privados teve crescimento de 25% em média. Desde 2007, o governo tem feito uma transferência enorme de recursos do Tesouro para o BNDES - naquele ano, foram R$ 6,6 bilhões; agora, R$ 378 bi. Antes, representava 0,2% do PIB, mas passou para 8,2%. Ou seja, foram transferidos para o banco 8 pontos percentuais do PIB, e ele perdeu, nesses dois anos, 38% de seu patrimônio.
O banco não só empresta como tem entrado de sócio, de forma agressiva, em companhias que recebem grandes empréstimos do banco. Às vezes, compra debêntures (papéis que podem ou não ser convertidos em ações). Se a empresa não consegue honrar aquelas debêntures, o BNDES transforma em capital. Fez isso com o JBS, por exemplo.
O banco disse ao "Estadão" que as perdas foram causadas, principalmente, pela queda das ações. Ele perdeu R$ 23 bi, principalmente com Petrobras, Vale e Embratel. Também perdeu muito com o grupo X. Como a bolsa desce e sobe, pode recuperar. De qualquer maneira, tem de olhar com mais cuidado o nível de exposição ao mercado acionário e a determinadas empresas.
Isso tudo atrapalha o banco na sua operação diária. Pelas regras internacionais, é preciso ter uma correspondência entre o patrimônio e a possibilidade de emprestar que, no caso do BNDES, seria de 11%. O banco está acima disso, em 14,5%, mas esse índice caiu fortemente (estava em 21,9%).
Essa exposição grande a ações é preocupante, assim como a falta de transparência. É difícil conseguir informações do BNDES.
O banco, antigamente, emprestava com recursos do FAT, mas agora tem emprestado basicamente com dinheiro do endividamento público. O Tesouro se endivida em nosso nome para colocar dinheiro no BNDES. Por isso, é preciso ter muito cuidado em relação às ações e decisões do banco.
Até Delfim Netto, que apoia a política econômica do governo, disse que ele já usou todos os truques e que estamos perdendo conquistas importantes.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

REVOLTA DO POVO - A VERDADE QUE NINGUÉM CONTESTA, MAS NÃO ACABA.

Carta publicada no Estadão neste fim de semana. Importantíssima!!!
Desalento - RUTH MOREIRA
Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do governo, com esse impatriótico,
antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder.
Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais.
Pensar no bem do País é ser trouxa.
Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder.
Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros.
Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes
para o cargo.
Vergonha de ver a presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma
riqueza que não temos (onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).
Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo.
Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à
luta.
Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada inflação.
Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país?
Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYIONS, ROTARY? Onde estão os que querem lutar por um Brasil melhor? Por que tantos estão calados? Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar que não se concretiza.
Até quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão sendo eleitas e reeleitas?
Estou com muita vergonha do Brasil.
RUTH MOREIRA ruthmoreira@uol.com.br

quinta-feira, 25 de abril de 2013


EDUCAÇÃO: NÃO TEM PRIORIDADE EFETIVA NO BRASIL,

POIS NÃO DÁ VOTO. É UMA HIPOCRISIA.

 A Educação não chama a devida atenção dos políticos. Apenas quando é citada por alguns, merece, na melhor hipótese, um caráter secundário. Esta negligência é uma das maiores causas do atraso secular do desenvolvimento do nosso País. E o pior: não vemos uma indignação significativa da classe política em qualquer nível (federal, estadual ou municipal), mas somente ações de um pequeno grupo de empresários abnegados que não se conformam com essa situação.

Estamos cansados de ler e ouvir que as nossas deficiências de educação, ciência e tecnologia,  que estão na raiz de nossa falta de competitividade perante os países mais adiantados. Também já sabemos que é aplicado um volume razoável de recursos (perto de 5% do orçamento público em geral), e que o principal entrave é a gestão ineficiente que nunca se resolve. Igualmente já conhecemos que a Coreia do Sul e a China já ultrapassaram muito o Brasil em desenvolvimento socioeconômico, porque eles descobriram, há mais de meio século, que a solução para alcançar um estágio superior de organização social estava em resolver o problema educacional.

Nas campanhas políticas, a ênfase na educação é mais uma vez de menor importância. Os candidatos atribuem mais prioridade a alimentos, saúde, transporte, segurança etc., conforme uma pesquisa recente com candidatos a prefeito de São Paulo.  Perguntando a um candidato qual a causa pouca relevância em educação, disse ele que “educação não dá voto”. Fazendo uma reflexão sociológica, lembramos a famosa pirâmide de Maslow que reconhece nos seres humanos a seguinte ordem de prioridade em suas ações: a) necessidades fisiológicas - alimentos etc, b) segurança, c) amor, afeto, d) reconhecimento, e) auto-realização.  Então, parece que a educação, que é um caminho para alcançar as prioridades d) e e), ainda não alcançou a preferência equivalente daqueles candidatos mencionados na pesquisa.

 As prioridades das promessas dos candidatos, que atraem a atenção da maioria dos eleitores, sempre visam à vitória nas eleições. Como somente uma minoria considera que a educação é básica para o desenvolvimento de todo o País, os candidatos se comprometem mais em resolver os problemas mais imediatos. E assim a classe política se comporta de modo mais fisiológico.

Devemos lembrar que, nos Estados Unidos, ainda no tempo colonial (Lei de 1650), os pais eram obrigados a enviar seus filhos a escolas, sob pena de multas, e, em caso de resistirem, “a sociedade, substituindo-se à família, lança mão da criança e arrebata aos pais o direito de criá-la ...”) (cf. Aléxis de Tocqueville, “A Democracia na América”, Coleção Folha, 2010, p.  63). Essa lei foi aprovada logo após a fundação da Universidade de Harvard, primeira dos Estados Unidos (1636), em que eu tive a honra de fazer meu PhD em Economia.

Portanto, um país cuja classe política governa no interesse do desenvolvimento de longo prazo, tem a obrigação de se indignar com o crônico atraso do setor educacional, tirando nosso País da vexatória classificação no cenário mundial. O Brasil precisa aprender essa lição de casa. Para isso, precisamos mobilizar todos os segmentos da sociedade para pressionar firmemente a classe política.

Veja a matéria sobre o assunto, divulgado recentemente pela BBC:

Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação


Atualizado em  27 de novembro, 2012 - 09:52 (Brasília) 11:52 GMT

Brasil ficou em penúltimo lugar em ranking global que mede qualidade de sistemas educacionais

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.

A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.

Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.

Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.

Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.

Ranking Pearson-EIU


1.                               Finlândia
                           Coreia do Sul

3.                               Hong Kong

4.                               Japão

5.                               Cingapura

6.                               Grã-Bretanha

7.                               Holanda

8.                               Nova Zelândia

9.                               Suíça

10.                           Canadá

11.                           Irlanda

1.                           Dinamarca

1.                           Austrália

1.                           Polônia

1                           Alemanha

1                         Bélgica

1                        Estados Unidos

1                          Hungria

.                           Eslováquia

2.                           Rússia

2                           Suécia

2                          República Tcheca

2                          Áustria

2.                           Itália

2.                           França

2                          Noruega

                          Portugal

2                          Espanha

2                           Israel

.                           Bulgária

3                           Grécia

3                           Romênia

3                           Chile

3.                           Turquia

3                           Argentina

3                           Colômbia

3                          Tailândia

3                          México

                          Brasil
                           Indonésia

Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação.

Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.

Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.

"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos".

No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.

Cultura e impactos econômicos


Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul dominam o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.

Alemanha, Estados Unidso e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.

O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.

Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado".

Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo.

Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.

Nesses países o estudo tem um distinto grau deimportância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.

Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido.

O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.

Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais.

 

 

 

terça-feira, 23 de abril de 2013

A SAGA NORDESTINA
Osmundo Rebouças *
23/04/2013
 *Economista pela UFRJ, Mestre e PhD Economia por  Harvard, foi Professor da FEA-USP,
técnico do IPEA, Deputado Federal Constituinte, diretor do Banco do Nordeste do Brasil e consultor.

O Nordeste já foi mais economicamente adiantado que o Centro-Sul ou do que o Sudeste. Isto ocorreu antes da chegada de D. João VI ao Brasil, segundo diversos dados históricos. Por exemplo, em 1806, as exportações per capita nordestinas chegavam a 156% das do Centro-Sul, segundo Roberto Simonsen, “História Econômica do Brasil”, Editora Nacional, 1978, p. 385 (apud Alexandre  R. Barros, “Desigualdades Regionais no Brasil: natureza, causas, origens e soluções”,.Elsevier Ed., Rio, 2011).

A chegada da corte portuguesa reverteu rapidamente essa relação, comparando-se desta vez com base na arrecadação. De acordo com as receitas das províncias de 1823, os estudos de Rands citam que, naquele ano, a região Nordeste tinha apenas 51% de receita per capita do Centro-Sul. E se calcularmos a importação per capita média entre 1870 e 1873, chegamos à conclusão de que a proporção era de apenas 56% do Nordeste sobre o Centro-Sul.

A partir do século XIX, e seguindo os dados do século XX e XXI, a região nordestina nunca mais recuperou a relação de sua renda per capita diante do Centro-Sul (ou do Sudeste), nos conceitos mais modernos de renda interna ou do PIB. Por exemplo, com base em dados extraídos do IPEADATA (conforme Rands, p. 67), a proporção entre os PIBs per capita no Nordeste  e do Sudeste foi decaindo de 40% em 1920, para 33% para 1939 e 26% em 1949.

Os dados para o século XX, com base nas contas Nacionais da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE, revelam que o PIB do Nordeste sempre se manteve na faixa em torno de 13% do total do País, e esse percentual resiste nesse patamar até hoje. Por exemplo, os dados mais recentes confirmam essa relação: o Banco do Nordeste, através de seu Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), fez previsão para até 2020, se for mantido o padrão de política governamental até agora adotado para a Região.

Qual a razão dessa persistência crônica da desigualdade do PIB do Nordeste (que tem 28% da população brasileira) em relação ao Brasil? Centenas de programas, desde o Imperador D. Pedro II (que prometeu vender a última pedra de sua coroa, para não ver mais a miséria da seca que assolou a Região em 1877), foram destinados a tentar desenvolvê-la, inclusive no sentido de fazer sua economia crescer mais que a do País, para fazer avançar o seu PIB relativo (que hoje é de cerca de 47% per capita). Seria uma maldição da História? Todas as promessas, discursos e projetos governamentais de desenvolvimento, na tentativa de desenvolver aquela área do País, não conseguiram concretizar esse objetivo.

sábado, 6 de abril de 2013

REPASSANDO: SONHOS DE UMA NOITE DE VERÃO: NOSSA MAIOR EMPRESA ESTÁ MUITO MAL.

Deu no NYT: Petrobras está indo para as cucuias. Parabéns, petistas.

Até o NYT fala no fracasso da gestão petista na Petrobras. A produção de petróleo do Brasil está indo para as cucuias e lança sérias dúvidas sobre essa caixa-preta. A importação de gasolina é crescente, diz o jornal, e expõe o país aos caprichos dos mercados globais de energia. A festejada indústria de etanol, outrora invejada como modelo de energia renovável, também teve que fazer importações dos EUA.

E lembrem-se que Lula, ao final de seu segundo mandato, se jactou de ter alcançado a auto-suficiência na produção de petróleo!

Petrobras, Once Symbol of Brazil’s Oil Hopes, Strives to Regain Lost Swagger


Tomas Munita for The New York Times
Workers bought food from a woman outside the Petrobras refinery under construction in the port of Suape in Pernambuco State.
By SIMON ROMERO
Published: March 26, 2013